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Fantasma Insólita

Personagem escandalizada e interpretada por Juliana Miguel


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Meus posts
Dec 14 '13
"Mais difícil que levar uma vida organizada é impô-la aos outros."
Marcel Proust
Dec 14 '13
"Para sermos felizes até certo ponto é preciso que tenhamos sofrido até o mesmo ponto."
Poe
Dec 14 '13
"So much damn confusion before my eyes, but nothing seems to phase me and this one still survives."
Ramones (Poison Heart)
Dec 14 '13
"Aprenda a lidar com sorrisos falsos. Porque é muito mais fácil emocionar alguém do que receber uma sincera gargalhada."
Fantasma Insólita
Dec 14 '13
"Tudo é absurdo, mas nada é chocante, porque todos se acostumam a tudo."
Rousseau
Dec 14 '13
"A opinião é uma faca de dois gumes e só é formada depois de uma coleta de informações. Sejam elas éticas ou não."
Dec 14 '13
"Precisamos de tempo. Tempo pra se divertir, pra ler um livro, pra ficar mais 5 minutinhos na internet, tempo pra ouvir aquela música preferida, tempo pra assistir aquele filme que está há dias em cartaz no cinema.
No entanto, quando surge o tempo pra tudo isso, acabam-se as vontades e tudo é convertido para o sono."
Fantasma Insólita
Dec 14 '13
"Porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle. Mas aí o que fazemos? Amamos com limite para não sofrer."
Fabrício Carpinejar
Dec 14 '13
"Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes."
Fantasma Insólita
Dec 14 '13
"A gente sempre fica se perguntando o que vai ser quando crescer, até que a gente cresce e se depara com a realidade de que sempre seremos nós mesmos."
Nov 17 '12
"Não faz sentido correr, correr, correr e depois poder voar sangrando vendo todos os tiros não ser contra você, mas deveria pois a culpa é toda sua.
A camisa rasgada, encostada a meio fio, agonizada pelas balbúrdias do frio e há sintonia naquele olhar que frisa todas as passarelas da vida.
Quantos parasitas vão subir na tua mente, escorrendo em tuas ventoinhas, sangue mais escuro que petróleo, as vísceras clamando por mais amor?
Todos os sentimentos esboçam como aurora boreal acima de nossas cabeças tão infinito como é dentro de nossas veias.
Imagina a quantidade de luz invadindo nossas vidas, entrando pelas nossas narinas e exalando através de sorrisos como missão cumprida.
Comprimentos não serão medidos, apenas a felicidade que chega gratuitamente em todos os quesitos e requisitos possíveis através dessa aurora.
A aurora mais sentimental que existe também a mais perigosa, nem todos podem ver muito menos sentir se pensas em lodo e escuridão.
Já vistes tanta felicidade que lhe deu vontade de chorar.
Os aplausos não a compraram, mas a levou ao céu tão celeste que não há satélites que alcançam.
O sétimo céu que só não é tão desejado porque pra chegar lá, precisa estar 7 palmos abaixo de nossos pés.
A viagem que não é necessária contagem de dinheiro muito menos check-in, apenas sentir o vento fresco em teu rosto e caminhar ao infinito.
Impagável ir pro além e trazer em tua bagagem nada além que o destino cicatrizado como tempo em teus franzidos de tua testa.
Plenamente satisfeita pelo corpo e mente que abduziu todo o desgosto alheio sente-se os dedos dos pés mesmo congelados porque o sangue que corre é mais quente que água de gêiseres.
Só não se é invencível porque nem a criatura mais perfeita lapidada pelo universo é.
Talvez porque pra ser forte precisa de algum sentimento de maldade e não só pregar bondade pelo mundo que é composto de duas versões de bens.
O dinheiro e a malícia sempre divididos pelos dois lados da tal, digamos ironicamente, da moeda.
Volúpias e desejos que perseguem a mente pura a convence de deixar de ser, por culpa do amor.
Arrepia-se só de pensar que poderiam estar juntos nos meus sonhos, talvez em um mundo paralelo ou num passado impensado.
E que mal há?
O vazio que tinha na alma foi preenchida com a tal luz, que é passageira a viagem onde proporciona sequelas imemoráveis de solidão.
Não quer ser compreendida porque nem ela mesma aceita tal desafio de entender sobre suas euforias, atitudes e falta dela.
Apenas sentia o que o coração (im)pulsa e o que engolira todos os dias a amargura sutil do que o tempo reparte e risca afiada como estilete.
Será um looping eterno, pois os efeitos acabam e a visão retorna à vida real e a alma clama por mais alguns gramas e minutos para saciar.
Chega a pedir anfetaminas para o doutor que simula toda sua vida como uma plena dependência química ilusória para estampar felicidade.
Tudo nela está em constante reforma, a obra sempre estará inacabada até após a morte. Volta pro corpo que sempre sentirá que tem mais a criar, mais pra desenvolver. Uma alma velha, rude e instável, mas ama e se envolve com o corpo que instala.
Não é narcisismo, é o lirismo pelo corpo e surrealismo pela alma que forma um só elemento.
Planos não cumpridos é um dom que a arrasta, ser que vive melhor com o que não é planejado.
Implanejável e inevitavelmente impossível aos olhos carnais, mas viajante com os olhos perceptíveis da alma."
Tags: meus posts
Nov 7 '12
"Olhando de novo o seu reflexo no espelho.
Pálida, com as olheiras em evidência, desejou dormir até quando o sono for embora e mandar lembranças.
Dentre as dormidas, sonhos estranhos, sem sentido. Sua cama virou seu confidente.
Pra ver sua vida melhor que aquilo, só dormindo outra vez. Os sonhos, por mais esquisitos que fossem, eram melhores que toda essa má sorte misturada com desânimo quando acordada.
Iludiu-se tantas vezes, amou tantas outras que nem sabe mais o que é mentira e o que é verdade.
O conhaque que tem em sua cômoda, que não agrada nada seu pai quando entra no quarto e vê sempre mais um pouco vazia, é o que tira a solidão e deixa os sonhos mais loucos.
O quarto virou de fato, teu sanatório.
Quando sai do refúgio, comete pecados, dos piores.
Talvez os perigos que tenham acontecido por todo canto da capital, tenha lhe dado medo e resolvido por ficar infernada dentro de casa.
Só resta dormir. Mais uma gota de rivotril, conhaque à seu dispor e um toque de blues."
Tags: meus posts
Nov 7 '12
"Da esquina pude ver, você ali, caminhando com a mochila nas costas, entrando para aula, com o fone de ouvido, ouvindo daquelas músicas de sempre, posso imaginar.
Não posso nem te contar o mal que carrego em minhas veias, a doença que corrói minhas células.
Não sei quanto tempo posso suportar. Não quero lhe contar, não quero que tenha dó de mim.
É possível você saber o quanto os meus olhos pesados têm sido inundados de lágrimas todos os dias, por não poder nem ao menos te contar que não está tudo tão bem como lhe apresentei?
Hoje recebi mais uma receita com mais 3 cápsulas diferentes pra coleção. Um coquetel de delírios, pra amenizar a dor, pra adiar a morte.
É um pouco contraditório, eu sei. Tomo os remédios prescritos, mas fumo o meu cigarrinho matinal e nas horas convenientes.
Corro pra que ninguém perceba que estou à beira do precipício. Dizem que correr faz bem. Pelo menos tento.
Poderia até pensar que você me ajudaria a ver o lado bom de tudo isso. Mas, eu duvido.
Tenho tanta saudade de quando era saudável, quando tinha você por perto.
Parece até castigo por ter te magoado no passado. Sofro de males intermináveis.
Pode até acabar, mas deve? Não preciso de muita ajuda pra desfalecer.
Um dia desses, tive parada cardíaca. Não vi nada dessas coisas de submundo, coisas do além, Deus ou espíritos.
Eu só dormi. Não era a hora de ver nada, de sentir nada, de ter mensagem nenhuma. A minha mente já não aguenta tanta força. O meu corpo não aguenta mais nada também.
Talvez eu devo fazer algo antes de ir. Algo que não tenho coragem: me perdoar.
Eu te vejo todos os dias e você mal sabe. Quase todos os dias. É que eu nunca vou saber qual será a última vez.
Eu imagino a sua vida perfeita, com tudo como planejado.
E o meu único plano é poder acordar e respirar por mais 24 horas."
Tags: meus posts
Oct 27 '12
"

Mais uma vez calada, desanimada, descontente.
Era só mais um dia cinza. O sol saiu pela tarde, pra dizer que existe, só por continência.
Não sabia mais quantos alucinógenos havia tragado, pra ter de volta a sensibilidade.
Receio que já não ouvia mais as próprias palavras, nem pelo pensamento. Tudo rodando.
Foi um giro sem fim. Aliás, teve um fim… Horas depois. Quando já era noite.
Foi tomar um banho, colocou uma calça jeans surrada, uma camiseta qualquer, aquele tênis predileto e saiu sem rumo. À procura de sabe-se lá o quê.
Seu celular com mais de 50 ligações perdidas de seu pai, ignorou e colocou de volta na bolsa.
Não comia algo decente há dias. Com os trocados que tinha, havia de escolher entre matar a fome ou o vício.
O vício que não cessava nunca, venceu disparadamente. A fome passou.
Foi até a Paulista, andou pra lá e pra cá, com o fone de ouvido bem alto, tragando seu 18° cigarro daquela noite.
Impaciente, entrou num bar. Pediu uma dose de bejame, tomou num gole só, à seco.
Amargurada pensava que a vida podia ser só isso, sem pausas.
Quando viu a hora, tomou um susto: 3:57.
Não tinha mais o que fazer ali, deixou as moedas em cima do balcão e sorriu pro garçom. Um sorriso tão forçado que até lhe deu dor de cabeça.
Na rua, as pessoas que ali estavam, gritavam, alguns vomitavam e tinha até uns que dormiam.
Desceu mais a Augusta, pra ver se encontrava o rapaz que já havia visto vender lisérgicos sem prescrição.
Não tinha mais um tostão, apenas 25 centavos.
Viu o rapaz e flertou. Flerte por um momento de êxtase. Sentiu a loucura pegar na tua mão. Abraçou o improvável. Olhou de volta pro rapaz.
Era um rapaz bonito e tava tão sorridente pelo horário, por conta do doce.
Com poucas palavras, ela o explicou que não tinha como pagar. Ele, muito paciente, disse que abriria uma exceção. Pediu algo em troca. Ela não entendeu direito, mas foi com ele até um hotel chinfrim que tinha ali por perto, sempre com prostitutas cumprindo o seu trabalho.
Sem muitos beijos, o rapaz só fez o necessário pra se satisfazer. Ela ofereceu seu penúltimo cigarro à ele e pegou o último.
Não falaram muitas coisas, apenas se apresentaram depois de um orgasmo e trocaram mais algumas palavras. Ele perguntou se queria ficar por ali até amanhecer, ela aceitou. Dormiram.

06:09 Acordou ainda cansada e em silêncio saiu do quarto, sem deixar recado. Ela saberia onde o encontrar.

"
Oct 27 '12
"Eu sinto como se cada parede do meu quarto tivesse uma história pra me contar, mas não tenho como entender. As paredes falam, sabia?
Sempre tive dúvidas sobre isso: Qual é o dialeto do silêncio? Porquê ninguém o entende?
É um som tão subversivo, inigualável. Precioso. Ou vergonhoso?
As situações no qual utilizamos o silêncio são tão controversos. E usamos até quando não entendemos. Silêncio às vezes levado pela ignorância, pelo vacilo e até por não ter o que dizer.
Silêncio faz parte da anatomia. Faz parte de nós."